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9 de Maio de 2021

Sem sensacionalismo. Cadê o povo do #nóssomosJuliane?

Paulo Abreu, Advogado
Publicado por Paulo Abreu
há 3 anos

Ela é mulher

Ela é negra

Ela é homossexual

Ela foi sequestrada por homens encapuzados na comunidade, foi assassinada, queimada.

Cenário perfeito para uma comoção da mídia entre outros, uma grande manifestação das entidades ligadas ao fato, inclusive dos Direitos Humanos.

Pergunto, será porque Ela era Policial Militar?

Há neste país inversão de valores, onde só o ruim dá ibope?

Onde ser militar é motivo de desprezo?

Vejo saudações de datas comemorativas de todas as classes na mídia, dia disso ou daquilo, até dias dos animais.

Dia 24 de junho, foi comemorado dia Nacional dos Policiais Militares, não vi, não li nada a respeito e, com certeza, esse fato, passará despercebido.

Até quando essa classe profissional pagará pelo passado histórico, ela só tinha 27 anos de idade, há pouco mais de 2 anos na corporação.

Fiz minha parte.

19 Comentários

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Ninguém irá aparecer e a razão é uma só: ela era policial militar e não um bandido.

No Brasil o policial tem carta branca somente para morrer.

É o país da corrupção, da impunidade e da bandidolatria. Não é por acaso que estamos no topo mundial dos homicídios e da violência. continuar lendo

Porque ela era PM, e desse modo não da para os partidos de esquerda fazerem a morte dela como palanque político. continuar lendo

Nesse país ao qual nós vivemos, a percepção da inversão de valores éticos e pessoais são patentes em uma sociedade a qual cada um acaba se mostrando de forma covarde a olhar para seu próprio umbigo (claro que tem muitas pessoas que não compartilham disso). Com relação ao fato dessa Guerreira, defensora da Bandeira Paulista a qual estava inserida para defender a causa proposta pelo Estado conforme seu juramento em sua investidura como Policial Militar, teve um descanso justo postmorter?
Acompanhei algumas pessoas dizendo que a culpa era dela por estar em um lugar errado na hora errada, ou seja, "local incompatível com a função". Parece-nos que no momento em que a pessoa que estava inserida na sociedade civil, e, que de algum modo passa a fazer parte de um "cidadão" fardado, acaba por assinar sua sentença de morte, tendo que se fechar para festas de quartéis, amigos de quartéis, matrimônios com pessoas de quartéis, entre outras voltadas tudo para o quartel. Onde esta o direito de ir, vir e permanecer das pessoas? Será que foi revogado? Qual foi o motivo da sua morte? Ser Policial Militar? Que mal ela fez a seus algozes?
Esta na hora de novas mudanças surgirem, para que fatos como esses parem de existir!!!! continuar lendo

Lindo texto, meu amigo!
Tempo que não lia nada teu! Continue publicando, sabes que tens em mim uma leitora, amiga e seguidora!
Bom dia e boa semana.
Grande abraço!
Sua admiradora! continuar lendo

Amiga, a honra é toda minha em ser seu seguidor.
Grande abraço
Uma semana abençoada por Deus. continuar lendo